Trabalhar como "PJ" virou rotina em muitas empresas. O problema é quando o contrato de pessoa jurídica esconde, na prática, uma relação de emprego com todos os direitos da CLT.
O que é pejotização
É a contratação de um trabalhador como pessoa jurídica (PJ), MEI ou autônomo para mascarar um vínculo de emprego — e, com isso, deixar de pagar encargos e direitos trabalhistas.
Os quatro requisitos do vínculo
A lei reconhece a relação de emprego quando estão presentes, ao mesmo tempo:
- Pessoalidade — é você quem trabalha; não pode mandar outra pessoa no seu lugar;
- Habitualidade — trabalho contínuo, com rotina e frequência;
- Onerosidade — você recebe pagamento pelo serviço prestado;
- Subordinação — você cumpre ordens, metas e horários definidos pela empresa.
Quando o PJ é lícito — e quando é fraude
Prestar serviço de forma realmente autônoma, para vários clientes e sem subordinação, é legítimo. Agora, se você bate ponto, tem chefe, cumpre metas e trabalha só para uma empresa, há fortes indícios de que o "PJ" é apenas uma fachada.
O que você pode reivindicar
Reconhecido o vínculo, surgem os direitos de todo o período trabalhado:
- Registro em carteira;
- FGTS + multa de 40%;
- Férias + 1/3 e 13º salário;
- Horas extras e adicionais;
- Verbas rescisórias.
Provas que ajudam
- Mensagens e e-mails com ordens, escalas e cobranças;
- Controle de jornada ou registro de ponto;
- Crachá, e-mail corporativo, acesso a sistemas internos;
- Comprovantes de pagamento e testemunhas.
Trabalha como PJ mas com rotina de CLT?
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Falar no WhatsAppEste artigo tem caráter informativo e não substitui a análise do seu caso. Cada situação tem particularidades que merecem avaliação individual.